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Como Bombeiro Voluntário não poderia deixar de concordar plenamente assim como encontrar um paralelismo direto entre alguns truques usados para o desempenho das operações de socorro que podem também ser aplicados no aumento da produtividade de operações do dia-a-dia.

Basicamente os Bombeiros estão a apenas uma chamada de distância, prontos a enfrentar situações potencialmente perigosas. É uma atividade que gera uma enorme quantidade de stress e responsabilidade, no entanto existem métodos e pequenos truques que facilitam o trabalho diário.

Uma das outras semelhanças entre os profissionais da área das Tecnologias e os Bombeiros é as longas horas de trabalho, ao mesmo tempo que efetuam intensamente trabalho em equipa.

Salvar vidas requer uma atuação rápida e precisa, mas para que isto aconteça é necessário haver treino, formação e alguma experiência de modo a manter a calma em situações de grande pressão. Basicamente é necessário saber agir no momento certo, sem sombra para dúvidas.

Por haver tantas “semelhanças” e tantas diferenças entre os Bombeiros e os profissionais das áreas das Tecnologias que podemos refletir e pensar sobre algumas das suas ações e formas de agir.

 

SLICERS: Acrónimo para Controlo de Problemas

O acrónimo SLICERS é regularmente usado no mundo das Equipas de Emergência e Bombeiros por forma a detalhar os passos mais importantes na abordagem a uma emergência / incêndio.

 

S – Size

L – Locate

I – Identify

C – Cool

E – Extinguish

R – Rescue

S – Savage

 

S – Avalie o tamanho / extensão da situação

L – Localize o foco (incêndio)

I – Identifique e controle uma rota de fluxo (se possível)

C – Arrefeça o espaço aquecido a partir de um local seguro

E – Extinga o fogo

R – Resgate

S – Salvamento

Da mesma forma a que este acrónimo se refere a incêndios propriamente ditos, podemos usar os mesmos princípios para enfrentar uma situação difícil e complexo no trabalho ou em casa.

A ansiedade pode tomar conta de nós e essa experiência pode ser esmagadora e até mesmo opressiva, pelo que o protocolo SLICERS é uma boa forma de saber sempre qual é o próximo passo a tomar.

Avalie inicialmente o tamanho / extensão do problema. Para os Bombeiros, isto significa efetuar o reconhecimento, olhar de uma forma geral para o incêndio, avaliar as condições de segurança e rotas de ataque e fuga. Quer no trabalho ou na vida pessoal, isto pode significar avaliar de uma forma geral e completa o projeto e não só as áreas problemáticas.

Seguidamente localize o foco de incêndio / problema. Neste passo os Bombeiros irão localizar e avaliar o foco de incêndio, assim como os seus comportamentos, evolução e propagação. Verificando assim os pontos mais quentes e perigosos do incêndio. Da mesma forma, cada um de nós na vida em geral necessitamos de saber quais são os nossos pontos fracos, a real origem do problema e o seu impacto.

A rota de fluxo de um incêndio é determinada pela entrada e saída de ar (oxigénio) que alimenta o incêndio. Identificar e controlar a rota de fluxo é saber de onde vem o ar e para onde este se dirige, permitindo avaliar de antemão a evolução do incêndio. No mundo real, é necessário identificar o fator que alimenta o problema.

The importance of identifying the problem of flow path cannot be underestimated. In the words of Charles Kettering, an influential designer with General Motors, “A problem well stated is half solved.” By identifying flow path, you’ve identified the path to success. This may be by controlling flow path, or operating in harmony with it. The identification of flow path is an item that should find its way into every after-action review.”

A importância de identificar o problema sobre a rota de fluxo não pode nem deve ser subestimada. Nas palavras de Charles Kettering, um designer influente da General Motors, “Um problema bem definido, está meio resolvido”. Ao identificar a rota de fluxo, acabamos por identificar um caminho para o sucesso. Pode ser através do controlo da rota de fluxo, ou de soluções que funcionem em harmonia com ela. A identificação de uma rota de fluxo é um item que deve rever o seu caminho em cada revisão pós-Ação.”

 

Com o conhecimento da situação, do problema e do fluxo de eventos, podemos então pensar que estamos prontos para lidar com a questão / problema, resolve-la e elimina-la.

No entanto fica a faltar um passo vital: Efetuar o arrefecimento do espaço aquecido a partir de uma posição segura. Certificando-se que a prioridade é sempre a segurança pessoal e da própria equipa.

Primariamente devemos enfrentar as áreas mais perigosas, desde que haja condições para tal, tendo a certeza que ficam resolvidas antes de partir para uma próxima área. Este processo tem a desvantagem de ser um processo mais lento de determinar a fonte do problema, mas acaba por ser a forma mais segura de abordagem.

Esta abordagem não é imperativa, pois poderão ocorrer situações em que resolver situações derivadas diretamente da fonte do problema é a melhor forma e proceder.

Finalmente quando temos o controlo sobre toda a situação / ocorrência é o momento de atacar diretamente o fogo / problema e extingui-lo completamente.

As operações de resgate e salvamento são autoexplicativas, pois se alguma coisa puder ser salva, então, salve-a. Estas duas ações estão intrinsecamente ativas desde o início até ao final, ou seja, desde o reconhecimento / dimensionamento do problema, até a sua total extinção.

Se no decorrer do tratamento do seu problema encontrar uma qualquer outra situação mais relevante e à qual deva ser dada uma maior prioridade, faça-o imediatamente, deixando pendente a anterior ação, sendo esta retomada posteriormente.

Uma das características do método SLICERS é que enquanto se combate um incêndio / problema não importa onde este se originou, sendo dada total importância à ação de combate ao fogo / resolução do problema. Mas por vezes quando surge um problema, temos de saber olhar profundamente para o problema e tentar descobrir a sua origem e o porquê de ter acontecido ao invés de tentar combater / resolver o problema.

 

Use o Código de Cores para Classificar as Tarefas

Nas operações de resgate os Bombeiros utilizam etiquetas de cores para classificar a importância e a gravidade dos ferimentos sobre as pessoas de um acidente / incêndio.

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  • Vermelho (urgente e importante): Faça-o agora
  • Amarelo (importante, não urgente): Decidir quando fazê-lo
  • Verde (urgente, não é importante): Delegue-a
  • Cinza / Preto (não é urgente, não é importante): Descarte-a
  • Branco (sem importância): Não necessita de cuidados

 

O diagrama acima apresentado é autoexplicativo, mostrando como é possível marcar as tarefas com diferentes etiquetas coloridas, diferenciando a prioridade e medidas a tomar em cada uma das tarefas.

Para os Bombeiros que chegam a um cenário de desastre ou calamidade, uma etiqueta cinza ou preta não significa literalmente “não urgente, não é importante”. Simplesmente significa que o ferido é demasiado grave de tal forma que não existe possibilidade de ser tratado no local antes de morrer, ou então que o seu tratamento exigirá demasiados recursos que podem resultar em várias outras mortes por espera de ajuda.”

 

Respire, Ouça e Confie na Memória Muscular

Quando o alarme de emergência é ativado, os Bombeiros tem que estar preparados para enfrentar a ocorrência / problema o mais depressa possível. No entanto é um facto interessante saber como lidar com a adrenalina recorrente de uma chamada de alerta. Tudo isso é percetível com a maior experiência do Bombeiro que deixa de saltar da cama como um “novato” e correr desenfreadamente para o Camião, mas que ao mesmo tempo não deixa de ser célere nos seus movimentos.

Sobretudo é importante saber lidar e controlar a adrenalina para fazer um melhor trabalho.

Inspirar lenta e profundamente, segurando e pensar em mais nada. Expirando seguidamente de forma calma através o nariz. É preciso assentar a adrenalina, acalmar os nervos e limpar a cabeça.”

Um fator extremamente importante para a triagem de uma situação e que é, confesso, muitas vezes um real problema na triagem da ocorrência / problema é ouvir atentamente todos os detalhes dados sobre o acontecido.

E vital prestar atenção a todas as informações dadas, uma vez que o nosso cérebro tem a tendência de ouvir um pouco de informação e preencher os restantes espaços em branco com alguma informação.

Saber de antemão o que aconteceu é o primeiro passo para mobilizar corretamente os meios necessários para combater a ocorrência / problema, prevenindo possíveis faltas de meios / material que causariam ainda maiores danos e seriam responsáveis por um socorro ineficaz.

Finalmente, devemos tentar repetir determinados padrões de modo a que os possamos executar de uma forma quase “mecânica” e sem ter de pensar muito sobre eles, a isto chama-se, treinar a memória muscular.

A memória muscular é uma ferramenta muito poderosa, que deve ser aproveitada ao máximo. A memória muscular não é como o nome pode indicar um tipo de memória armazenada nos nossos músculos. É antes uma memória de “elevada velocidade / reatividade” muito semelhante à memória cache dos sistemas informáticos.

Basicamente é uma memória de procedimentos que poderão ajudar a tornar ações mais rápidas através da repetição, no fundo estamos a construir uma memória processual para que o nosso cérebro possa rapidamente instruir os nossos músculos de como executar determinada tarefa, dando ênfase à velha máxima do “A prática leva à perfeição”.

Um dos padrões mais comuns no universo dos Bombeiros é a uniformização, ou a ação de vestir o equipamento de proteção individual. Quanto mais habituados estivermos com o processo, mais depressa o iremos realizar sem falhas.

Vestir o equipamento de proteção individual do Bombeiro é um processo sequencial, pelo que geralmente o Bombeiro veste o seu equipamento sempre da mesma forma, com os mesmos movimentos e na mesma ordem. O mesmo acontece com o despir o equipamento, pois como é retirado da mesma forma sequencial inversa, é colocado exatamente no mesmo local, pronto para ser vestido na próxima ocorrência. É exatamente por este motivo que a memória muscular é muito importante.

No mundo tecnológico a memória muscular está patente na utilização do teclado, pois após alguma habituação conhecemos todas as teclas e atalhos do teclado sem que necessitemos de olhar e pensar diretamente sobre eles, agilizando de sobre maneira o processo.

 

Abrande e Treine as suas Competências

Não necessariamente em Portugal, onde os requisitos para ingresso nos Corpos de Bombeiros Voluntários são até demasiados permissivos, mas em outros países o ingresso na Carreira de Bombeiro profissional está dependente da aprovação do elemento numa série de testes físicos, psicológicos, sociais e de conhecimentos para que possa ser aceite.

Mas sobretudo e após o ingresso na carreira de Bombeiro estes tem que praticar regularmente as suas capacidades físicas, motoras e cognitivas. Mantendo-se assim preparados para ocorrer a qualquer situação / problema.

Praticar é imperativo, é muito importante e deve ser feito, mais e mais e mais. O combate a um incêndio não é de todo diferente da resolução de problemas, pelo que quanto maior for a prática e experiência, mais fácil será o seu combate / resolução.

Se não somos capazes de o fazer lentamente, também não seremos capazes de o fazer rapidamente. Quando estamos a aprender a tocar um instrumento, tendemos a abrandar os movimentos necessários de modo a ir interiorizando as suas posições, e só depois avançamos para o aumento da velocidade de execução.”

Seguindo esta metodologia, quando houver oportunidade, abrande o seu trabalho, observe a forma como o está a executar para que possa refiná-la, aumentando a sua eficiência.

Porque depois de ter o método mais eficiente é preciso apenas pratica-lo repetidamente e acelerá-lo.

 

Seja Paciente e Aprecie as Pequenas Alegrias 

Muitas pessoas acham que a sua vida é stressante, mas nada é comparável à vida e um Bombeiro e de um Profissional da área tecnológica que lide com sistemas altamente críticos.

Falhas nos sistemas automáticos de combate a incêndios, e os Bombeiros tem de intervir, pessoas a chama-los por pequenos problemas, e os Bombeiros tem de intervir, e acima de tudo os Bombeiros tem de estar sempre preparados para o pior. É um trabalho Stressante que pode facilmente levar à frustração.

No entanto a experiência ensina os Bombeiros a lidar com os problemas, pois estes fazem parte da vida. O importante é aprender que por mais falhas que aconteçam e com as quais devemos aprender para o futuro, devemos invariavelmente abraçar os pequenos prazeres, as pequenas alegrias.

Como uma criança pensa nos Bombeiros como o verdadeiro Super-Homem.”

Da próxima vez que estiver a reclamar sobre a enorme pilha de trabalho que tem à sua frente, abrande e pense no trabalho de um Bombeiro, nos seus truques, visão otimista de lidar com as situações e atire-se ao trabalho.

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Fanboy’s: AMD vs Intel

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Tal como no desporto, nas marcas de carros, roupas e música existem aqueles que são os preferidos por algum tipo de motivo, e no que toca ao Hardware não é diferente.

Recentemente decidi efectuar um upgrade ao meu sistema Desktop e estas dúvidas começaram a assaltar-me! Qual a base em que devia investir? Intel? ou AMD?

Confesso que desde os meus primeiros passos no mundo das novas tecnologias e da Informática sempre tive preferência quer pela Nvidia, quer pela AMD.

Actualmente a AMD perdeu claramente a corrida na performance por core, onde a Intel é mais poderosa, chegando mesmo a 45% de vantagem por clock, mas a AMD consegue mostrar algum fôlego com o aumento do número de núcleos, assim como os preços mais reduzidos.

Eu queria montar um sistema poderoso, capaz de aguentar com algumas das mais exigentes tarefas de processamento, assim com ter fluidez em todo o tipo de aplicações mas que mantivesse os custos relativamente baixos, e foi então que percebi que a plataforma AMD era o caminho, mesmo tendo eu já preferência por sistemas desta natureza.

A escolha recaiu sobre o seguinte Hardware:

- Asus M5A99X EVO R2.0
– AMD FX 8320 3.5GHZ eight core – 8mb cache L3 – AM3+
– Corsair Memória DDR3, 1600MHz 16GB 2X8GB KIT

Apesar de saber de antemão que não é um sistema tão poderoso em grande parte das situações como um sistema Intel i7 o seu preço mais baixo tem um grande peso na escolha, uma vez que consegui um sistema 20% mais barato que as opções Intel mais em conta e semelhantes.

A AMD pode ter perdido a corrida do desempenho puro e duro, da economia energética, mas ainda tem alguns produtos muito interessantes resultado de preços mais baixos, o que permite montar sistemas bastante poderosos, com uma boa capacidade de Overclock a preços aceitáveis.

A escolha do AMD FX 8320 foi com base nos “8 cores”, assim como por ser o processador mais barato de na base da gama, mas que por possuir o multiplicador desbloqueado consegue excelentes resultados nos que a Overclock diz respeito.

Confesso que não explorei muito as capacidades de Overclock do AMD FX 8320 mas estou a trabalhar neste momento com o multiplicador a 21x o que perfaz 4200Mhz com toda a estabilidade e vCore default. Ou seja facilmente consegui um aumento significativo no desempenho gratuitamente.

Corri um benchmark genérico para avaliar minimamente o aumento do desempenho obtido como Overclock, assim como ter uma comparação com resultados obtidos por processadores Intel, e confesso que não fiquei muito desiludido, como mostro na imagem seguinte:

Sem Título
Deixando de lado as grandes guerras entre Fanboy’s AMD vs Intel, o que acham vocês desta questão? Será que todos estão de acordo que a AMD ainda consegue ser competitiva em algumas situações e orçamentos?

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